Economia

Renovar aposta nas energias limpas

A aposta nas energias limpas e renováveis tem vindo a ser, ao longo dos últimos anos, mais do que comprovada como sendo um investimento de grande retorno. Apostas abraçadas pelos governos do Partido Socialista que foram, como não podia deixar de ser, ignoradas e destruídas pelo atual governo PSD/CDS. Portugal, e o Alentejo muito em particular, têm todas as condições para se tornarem energeticamente independentes, produzindo energia para cobrir todas as suas necessidades e mesmo para exportar para o resto da União Europeia. Devemos reforçar o investimento público nestas tecnologias, criando mais parques de energia solar e eólica e incentivando a utilização destas fontes de energia pelos cidadãos.

Pôr a água nas mãos das pessoas

O Partido Socialista deve estar na linha da frente do combate às políticas liberais que durante anos sacrificaram os interesses dos portugueses ao privatizar a água, o nosso bem mais essencial. A água e os seus sistemas de abastecimento e saneamento devem ser geridos por entidades regionais, longe de interesses económicos e políticos. Garantir igual acesso a água com elevados padrões de qualidade por todo o país, deve ser mais que uma questão económica, deve ser um imperativo moral.

Formações de boas práticas de gestão ambiental a jovens agricultores

Com um cada vez maior número de jovens a apostar na área da agricultura, como resposta à crise, devemos garantir que esta nova geração adota um conjunto de práticas agrícolas que permitam um mais eficaz uso dos recursos disponíveis e uma melhor sustentabilidade ambiental e económica.

Através de uma entidade regional responsável pela agricultura, deverão ser disponibilizadas aos jovens agricultores conjuntos de formações sobre gestão ambiental e agrícola.

Melhor gestão e fiscalização dos fundos comunitários

Com o começo da aplicação dos fundos comunitários, no âmbito do quadro Portugal 2020, importa iniciar um processo sério e claro sobre a atribuição e fiscalização dos fins dados aos fundos comunitários a que Portugal terá acesso. Trata-se de uma questão de justiça e transparência garantir que o dinheiro de nós todos, europeus, é bem aplicado em projetos que ajudem o desenvolvimento das regiões. Por isto mesmo, consideramos que importa dotar as entidades regionais competentes, de mais ferramentas que permitam fiscalizar a utilização e implementação em projetos destes fundos, penalizando casos de más práticas e uso indevido destes recursos, que são de todos nós.

Dinamizar a marca Alentejo no estrangeiro

O Alentejo tem um potencial turístico enorme. Desde uma lindíssima costa atlântica e serenas paisagens da planície, às oportunidades dadas pelo lago do Alqueva e aos produtos gastronómicos pelos quais tanto é admirado. No entanto, apesar de esta mensagem passar lá para fora, não o faz de forma eficaz, sendo emitida por uma miríade de associações e estruturas sem ligação ou comunicação entre si. Consideramos que os esforços pela divulgação do Alentejo, tanto nacionalmente como internacionalmente, devem ser focados numa única estrutura pública de cariz e dimensão regional, sobre a alçada da entidade responsável pelo desenvolvimento económico da região. Uma entidade que tenha em atenção as necessidades e possibilidades turísticas do Alentejo, promovendo o entendimento e investimento entre municípios para criar mais oportunidades para a nossa região.

Diversificar os públicos-alvo na área do turismo

Ao longo dos últimos anos, devido a vários investimentos públicos, privados e público-privados, a oferta hoteleira no Alentejo tem vindo a aumentar de forma muito significativa. Uma oferta que traz muitos turistas e oportunidades de negócio ao Alentejo mas que peca por, na sua larga maioria, apostar num nicho de mercado muito restrito: o dos estabelecimentos hoteleiros de luxo. Esta oferta limita, em muito, quem pode visitar, ficar a conhecer e apaixonar-se pelo nosso Alentejo.

Na nossa opinião, quaisquer futuros investimentos públicos e público-privados deverão ser feitos tendo em atenção este ponto – a diversificação dos públicos-alvo – garantindo que todos, independentemente da sua riqueza pessoal, têm a possibilidade de visitar e aproveitar o Alentejo.

Aumentar a zona do regadio do Alqueva

Poderíamos definir o panorama da economia do Alentejo em duas épocas: Antes do Alqueva e Depois do Alqueva. No entanto, em muitas zonas ainda nos poderemos encontrar na época de Antes do Alqueva, estando vários milhares de hectares de fora da zona de abrangimento do regadio. Completar as obras do regadio e trazer todo o Alentejo para os tempos de Depois do Alqueva, deve ser uma prioridade de qualquer Governo que lute pelo futuro de Portugal, não só pela direta criação de postos de trabalho na agricultura e na indústria, como também pelos postos de trabalho indiretos criados pela dinamização gerada por uma economia mais vibrante no Alentejo.