Ensino

Garantir qualidade e frequência dos transportes para os estudantes deslocados

Mais de 25% dos estudantes das escolas do interior são estudantes que se têm de deslocar diariamente vários quilómetros (nalguns casos, especialmente no Ensino Secundário, mais de 50% dos estudantes de uma escola deslocam-se diariamente). Defendemos que todos os estudantes com necessidades de deslocamento devam ter transporte garantido, de forma gratuita. Para tal, deve-se garantir que os agrupamentos escolares, ou as Direções Regionais de Educação, sejam dotados de condições para garantir o transporte dos alunos desde as suas localidades às suas escolas. Acima de tudo, deve-se garantir que nenhum estudante tenha de pagar pelo seu direito constitucional a uma educação

Abolir taxas de secretaria no E.B.S.

Devem ser abolidas todas as formas camufladas de propinas no Ensino Básico e Secundário, nomeadamente as taxas de secretaria impostas por várias escolas. O Ensino em Portugal deve ser sempre livre e gratuito e compete ao Estado garantir que assim seja.

Alterar a fórmula de cálculo da dotação orçamental das escolas

Com o programa de modernização do parque escolar, que decorreu durante a última governação do Partido Socialista, muitas foram as escolas de Portugal que foram alvo de remodelações há muito necessárias. Um grande investimento no futuro do nosso país que não se pode deixar cair mas que corre esse risco. As escolas, como qualquer edifício, precisam de uma manutenção constante para garantir um funcionamento adequado. Defendemos que os fundos destinados às escolas devem ser calculados por entidades regionais (portanto, mais próximas da realidade das escolas) responsáveis pela área da Educação tendo em base não só o número de alunos e a tipologia dos edifícios mas também as necessidades de manutenção e de evolução da estrutura.

Aumentar o número de bolsas de Ação Social nas escolas

A Educação não é um gasto, é um investimento. Esta deve ser uma das noções mais básicas de qualquer governante, noção esta que está em séria falta neste Governo. Dar hoje a oportunidade aos jovens portugueses de terem uma educação de qualidade, como merecem, significa ter amanhã um país mais educado, mais avançado, mais moderno. Infelizmente, o que temos é um Governo que desinveste na educação de hoje e no país de amanhã. Quando se corta repetidamente e sistematicamente no acesso dos jovens portugueses, com menos capacidades económicas, a bolsas de ação social, impede-se estes mesmos jovens de ajudarem a construir o Portugal do futuro. Acreditamos que um aumento no número de bolsas de ação social virá ajudar a diminuir as taxas de abandono do Ensino Básico e Secundário e do Ensino Superior, permitindo aos jovens portugueses completar os seus estudos para que possam ajudar a criar um melhor país para todos nós.

Reformar a estrutura e a dinâmica do Ensino Superior no Alentejo

A inexistência de uma estrutura regional que pense, planeie e ponha em prática um plano de desenvolvimento ao nível do Ensino Superior no Alentejo, tem tido como consequência uma multiplicação de cursos com a mesma designação ou com o mesmo âmbito, sem qualquer ligação, comunicação ou partilha de conhecimentos e experiências. A falta de ligação existente entre as três Instituições de Ensino Superior (I.E.S.) do Alentejo, deve ser vista com um olhar bastante crítico e preocupado. A criação de uma entidade regional que estimule o estabelecimento de parcerias entre as I.E.S. do Alentejo e garanta a sua efetiva execução, deve ser uma prioridade no desenvolvimento da nossa região. Trata-se não só de uma questão de partilha de recursos e saberes, mas também de uma oportunidade para a criação de projetos curriculares mais competitivos, num mercado cada vez mais internacional.