Políticas de Juventude

Atrair estudantes para o Interior

Apesar da existência de uma oferta formativa de qualidade nas Instituições de Ensino Superior (I.E.S.) do Alentejo, a informação que chega aos potenciais interessados nem sempre é a suficiente para que estes prefiram o interior às ofertas existentes nas muitas I.E.S. do litoral. É por isso fundamental o investimento na divulgação e criação de ofertas que possam vir a atrair estudantes para as nossas universidades e politécnicos. Consideramos que as I.E.S., em coordenação com uma entidade regional responsável pelo Ensino Superior, deverão criar programas de incentivo à integração de estudantes deslocados, para que os mesmos vejam o Alentejo como uma oportunidade de primeira e não como uma opção de segunda.

Promover a fixação de jovens no interior

As sucessivas apostas e investimentos no litoral e nos grandes centros urbanos, em detrimento do resto do país, levaram a uma progressiva desertificação do interior de Portugal. No Alentejo, este cenário é particularmente visível em duas fases migratórias: quando as pessoas passam das aldeias e freguesias rurais para as sedes de concelho, e quando daqui passam para as áreas metropolitanas ou para o estrangeiro. A falta de incentivos a fixarem-se nas suas zonas de origem, faz com que os jovens cada vez mais abandonem o Alentejo.

É hora de estancar esta hemorragia! Com os centros históricos das cidades e vilas do interior cada vez mais entregues ao abandono, defendemos que devem ser criados mecanismos que permitam entregar casas a jovens que, com parcial ajuda dos municípios, as reabilitem e reabitem. Mais do que uma questão de revitalização do interior, esta é, para nós, uma questão de ajuda à emancipação dos jovens portugueses. Mais ainda, devem ser criados pacotes fiscais que promovam a fixação de jovens famílias no interior, isentando-as, por exemplo, de taxas como o IMI ou oferecendo apoios à natalidade e à criação de família.

Promoção do associativismo juvenil

As associações, qualquer que seja o seu âmbito, são sempre os meios de exercício de cidadania, por excelência. Com elas, cria-se e desenvolve-se um espírito de democracia, de entreajuda, de partilha de valores e experiências como em muitos poucos outros sítios. As associações juvenis, em particular, ajudam a criar um sentimento de pertença e de afeto pelo meio e pela comunidade em que os seus membros se integram. São, sem dúvida, entidades que vale a pena preservar e estimular. Acreditamos que o Estado e o Poder Regional e Local, através dos seus órgãos e entidades, conseguirão ajudar no desenvolvimento deste espírito preservando a autonomia das associações. A existência de um plano regional de incentivo à criação e desenvolvimento de associações juvenis e à formação de quadros associativos, deve ser um dos eixos motores de uma sociedade e de um Alentejo com mais identidade, mais energia e mais determinação na construção de um futuro.