Transportes

Aumento dos serviços mínimos obrigatórios dos transportes

A existência de inúmeras aldeias, vilas e cidades do Alentejo que apenas dispõem de transporte rodoviário duas vezes por dia (se tanto), é algo que nos envergonha e revolta. Os alentejanos merecem mais e melhor, merecem ter acesso uma rede de transportes com mais regularidade de serviços passando em todas as localidades. Todos os contratos de prestação de serviços de transporte rodoviário devem ser revistos e refeitos pensando nas reais necessidades das populações e evitando situações de verdadeiro monopólio por parte de empresas privadas.

Concluir o trajeto do IP2

A maneira precipitada como foram cancelados os investimentos nos novos lanços do IP2 no Alentejo foi, para dizer o menos, irresponsável. Nada mais foi do que uma jogada política a que o país não se pode dar ao luxo. Investimentos estruturais para o nosso país não são uma brincadeira! O IP2, enquanto via rodoviária, é essencial para o desenvolvimento do interior. Em especial, a ligação entre os concelhos do Alentejo, irá potenciar a criação de postos de trabalho, não só na construção civil durante a construção da via, mas também pela aproximação que é criada entre os concelhos gerando sinergias tão essenciais para um desenvolvimento sustentado do nosso Alentejo.

Criar uma ligação ferroviária de mercadorias Sines/Caia

Outro investimento estrutural cancelado de forma irresponsável, o estado em que foram deixadas as obras da construção, pelo Alentejo fora, denota bem isso. Consideramos este investimento como sendo critico, não só para o Alentejo, mas para todo o nosso país, tornando-o num ponto estratégico e incontornável de entrada e saída de bens e mercadorias na Europa. Criando uma linha ferroviária com bitola mista Ibérica/Europeia que ligue Sines a Beja, Évora e à Europa, estaremos a fazer isso mesmo. Não só irá este investimento potenciar um forte desenvolvimento industrial no interior do nosso país, como também tornará Portugal no mais central dos países da Europa.